Filmes Clássicos
Sou apaixonada por cinema principalmente filmes antigos e clássicos. Essa semana fui surpreendida, em conversa com o colega Felipe Cola no curso de pós-graduação, com o seguinte questionamento: “O que você considera um filme clássico?”
A partir daí comecei a me perguntar, o que um filme precisa ter, para ser considerado como tal.
Primeiramente é preciso definir a palavra clássico.
O termo clássico surgiu derivado do adjetivo latino classicus, que indicava o cidadão pertencente às classes mais elevadas de Roma. No século II d.C. um certo Aulo Gelio (Noctes Atticae) utilizou-o para designar o escritor que por suas qualidades literárias poderia ser considerado modelar em seu ofício: "Classicus scriptor, non proletarius." (sergius Gonzaga).
Um filme para ser chamado de clássico, portanto, necessitaria servir de modelo para tantos outros, vindos depois dele.Precisa se tornar uma referência, mesmo com o passar dos anos.
Vamos falar de Casablanca. O filme marcou época, consagrando-se como um grande marco do cinema. A sintonia entre direção e elenco, sem citar a magia entre Humphrey Bogart e Ingrid Bergman contribuíram para o sucesso do filme é claro. Mas como explicar a mágica que perdura até hoje, a fama, o sucesso inigualável depois de décadas...
Filmes como Casablanca, Bonequinha de Luxo, O Poderoso Chefão, Quanto Mais Quente melhor, para citar apenas uma das obras do genial diretor Billy Wilder não envelhecem nunca...talvez seja esse o motivo de serem tão especiais....Toda a tecnologia, modernismo e modismo de Hollywood não foram suficientes para torná-los obsoletos ou desinteressantes, e eles continuam reinando absolutos entre os cinéfilos e fãs de um modo geral.
Assistir a essas obras primas faz-nos sentir a alma ser transportada em uma nave do tempo imaginária, até aos anos 40, 50, 60...Reencontrar todo o luxo, glamour, os galãs, as divas...
Vimos Marilyn Monroe, a loura platinada que 40 anos depois de sua morte ainda faz fãs por todos os cantos do planeta; Ela eternizou a loira linda com ares de inocente no cinema brindando-nos com sua beleza e talento em produções como “Os Homens Preferem as Loiras”, “Adorável Pecadora”, “Nunca Fui Santa”, “O Pecado Mora ao Lado”, entre outros.
E o que dizer da Bonequinha Audrey Hepburn, da Malvada Betty Daves, dos galãs que lançavam moda, Gregory Peck, Clark Gable, Marlon Brando... Existe vida após o desaparecimento desses ícones???
O cinema americano produz estrelas a cada temporada, mas sem qualquer preconceito pessoal, nenhuma Julia Roberts pode ser comparada às divas de outrora, nos áureos anos do cinema até as estrelas brilhavam mais. É claro que existem muitas atrizes e atores maravilhosos atualmente, além de belíssimos filmes.... Mas parece que tudo era melhor naquele tempo.
Essa é uma opinião apaixonada, espero que eu tenha conseguido responder a questão, às vezes é difícil traduzir a paixão em palavras, explicar com argumentos o que nos faz ver e rever um filme dezenas de vezes, e chorar ou rir em todas elas, mas penso que quem ama filmes ou qualquer outra coisa, consegue entender do que uma paixão é capaz...um filme para mim, para ser chamado de clássico, deve ser simplesmente especial e eterno, para toda uma geração que o assiste...
Dilcinara Menezes Rizzo, 06 de junho de 2006. (fotos do site www.adorocinema.com.br)
A partir daí comecei a me perguntar, o que um filme precisa ter, para ser considerado como tal.
Primeiramente é preciso definir a palavra clássico.
O termo clássico surgiu derivado do adjetivo latino classicus, que indicava o cidadão pertencente às classes mais elevadas de Roma. No século II d.C. um certo Aulo Gelio (Noctes Atticae) utilizou-o para designar o escritor que por suas qualidades literárias poderia ser considerado modelar em seu ofício: "Classicus scriptor, non proletarius." (sergius Gonzaga).
Um filme para ser chamado de clássico, portanto, necessitaria servir de modelo para tantos outros, vindos depois dele.Precisa se tornar uma referência, mesmo com o passar dos anos.
Vamos falar de Casablanca. O filme marcou época, consagrando-se como um grande marco do cinema. A sintonia entre direção e elenco, sem citar a magia entre Humphrey Bogart e Ingrid Bergman contribuíram para o sucesso do filme é claro. Mas como explicar a mágica que perdura até hoje, a fama, o sucesso inigualável depois de décadas...
Filmes como Casablanca, Bonequinha de Luxo, O Poderoso Chefão, Quanto Mais Quente melhor, para citar apenas uma das obras do genial diretor Billy Wilder não envelhecem nunca...talvez seja esse o motivo de serem tão especiais....Toda a tecnologia, modernismo e modismo de Hollywood não foram suficientes para torná-los obsoletos ou desinteressantes, e eles continuam reinando absolutos entre os cinéfilos e fãs de um modo geral.
Assistir a essas obras primas faz-nos sentir a alma ser transportada em uma nave do tempo imaginária, até aos anos 40, 50, 60...Reencontrar todo o luxo, glamour, os galãs, as divas...
Vimos Marilyn Monroe, a loura platinada que 40 anos depois de sua morte ainda faz fãs por todos os cantos do planeta; Ela eternizou a loira linda com ares de inocente no cinema brindando-nos com sua beleza e talento em produções como “Os Homens Preferem as Loiras”, “Adorável Pecadora”, “Nunca Fui Santa”, “O Pecado Mora ao Lado”, entre outros.
E o que dizer da Bonequinha Audrey Hepburn, da Malvada Betty Daves, dos galãs que lançavam moda, Gregory Peck, Clark Gable, Marlon Brando... Existe vida após o desaparecimento desses ícones???
O cinema americano produz estrelas a cada temporada, mas sem qualquer preconceito pessoal, nenhuma Julia Roberts pode ser comparada às divas de outrora, nos áureos anos do cinema até as estrelas brilhavam mais. É claro que existem muitas atrizes e atores maravilhosos atualmente, além de belíssimos filmes.... Mas parece que tudo era melhor naquele tempo.
Essa é uma opinião apaixonada, espero que eu tenha conseguido responder a questão, às vezes é difícil traduzir a paixão em palavras, explicar com argumentos o que nos faz ver e rever um filme dezenas de vezes, e chorar ou rir em todas elas, mas penso que quem ama filmes ou qualquer outra coisa, consegue entender do que uma paixão é capaz...um filme para mim, para ser chamado de clássico, deve ser simplesmente especial e eterno, para toda uma geração que o assiste...
Dilcinara Menezes Rizzo, 06 de junho de 2006. (fotos do site www.adorocinema.com.br)


2 Comments:
Oi, Naná, td bem?
Adorei o texto! Um artigo muitíssimo bem escrito e que poderia mto bem estar numa revista especializada!
Parabéns pelo novo blog! Ficou ótimo!
Bjão!
Ei, Naná... concordo com o Felipe... vc escreve muito bem, de uma forma muito agradável... :)
bem, eu não conheço tanto os clássicos, mas tenho muita vontade de assistir... vou colocar alguns na minha lista.. :)
bjinhos
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